O aumento no preço do óleo diesel tem impactado diretamente produtores rurais e prefeituras da região de Apucarana e Mauá da Serra, em um período decisivo para o campo.
Durante a colheita da soja e o manejo do milho safrinha, agricultores relatam elevação significativa nos custos operacionais, o que tem gerado preocupação com a continuidade das atividades.
Custos elevados e impacto na produção
O produtor rural Airton Lucas Bovo, de 20 anos, afirmou que o consumo na propriedade da família chega a cerca de 3 mil litros de diesel por dia nesta época. Segundo ele, apenas um reajuste recente representou um aumento de aproximadamente R$ 4 mil em um único dia, enquanto o custo adicional em relação à safra passada já se aproxima de R$ 100 mil.
Ele destacou ainda a dificuldade em armazenar combustível para períodos mais longos, devido à falta de estrutura adequada.
Na propriedade da agricultora Marli da Silva de Miranda Lichtenco, de 38 anos, o impacto também é expressivo. A família calcula um custo extra de cerca de R$ 45 mil durante a colheita da soja.
Segundo ela, o aumento compromete diretamente a rentabilidade. “Com os insumos caros e o diesel alto, a margem está muito pequena”, afirmou.
Reflexos nas prefeituras
O aumento também afeta os cofres públicos. Em Mauá da Serra, o prefeito Giva Lopes informou que o município gastou aproximadamente R$ 2 milhões com combustíveis no último ano. Com uma alta próxima de 20%, o impacto pode chegar a R$ 400 mil neste ano.
Ele ressaltou que o reajuste compromete serviços essenciais, como transporte escolar, manutenção de estradas rurais e serviços urbanos.
A prefeitura depende do abastecimento por postos terceirizados, o que pode agravar a situação em caso de instabilidade no fornecimento.
Mesmo sem registro oficial de desabastecimento, o cenário de alta nos preços mantém produtores e gestores públicos em alerta.

