A advogada Juliane Vieira, de 29 anos, apresentou evolução positiva no quadro clínico e já respira naturalmente, sem auxílio de aparelhos. A informação foi confirmada pelo Hospital Universitário (HU) de Londrina, onde ela está internada desde 15 de outubro de 2025, após sofrer queimaduras em 63% do corpo ao salvar a mãe e o primo de um incêndio em Cascavel, no Oeste do Paraná.
Segundo o boletim médico, Juliane está consciente, mas ainda não há previsão de alta hospitalar. A recuperação ocorre de forma gradativa no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do HU, referência estadual para esse tipo de atendimento. Em dezembro, a mãe da advogada, Sueli Vieira, já havia informado que a filha estava saindo do coma induzido e retomando a comunicação com familiares.
O incêndio completou três meses no dia 15. Na ocasião, o fogo atingiu o apartamento da família, localizado na região central de Cascavel. Juliane agiu rapidamente para resgatar a mãe e o primo, de 4 anos, e acabou sofrendo graves lesões.
A Polícia Civil concluiu o inquérito em novembro de 2025. O laudo pericial descartou a hipótese de crime e apontou que o incêndio foi acidental, com início na cozinha do imóvel.

