A Electrolux inaugurou na sexta-feira (22) uma nova fábrica em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, construída com foco em sustentabilidade e inovação. O investimento foi de cerca de R$ 700 milhões e contou com apoio do programa Paraná Competitivo, do Governo do Estado.
O empreendimento vai gerar aproximadamente 2 mil empregos diretos. Em contrapartida, o Estado concedeu um regime especial de redução tributária para os eletrodomésticos produzidos na unidade. “A Electrolux poderia escolher qualquer país do mundo, mas decidiu se instalar no Paraná. A geração de empregos é o maior programa social, pois movimenta a economia e promove desenvolvimento”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior durante a inauguração.
Produção nacional
Na primeira fase do projeto, a planta já iniciou a fabricação nacional de ventiladores e liquidificadores, produtos que antes eram importados. Apenas em pesquisa e desenvolvimento foram aplicados mais de R$ 37 milhões.
“Este é o maior investimento da Electrolux na América Latina. O Brasil é nosso principal mercado, e a escolha por São José dos Pinhais se deve à localização estratégica, próxima ao Porto de Paranaguá, a fornecedores e à mão de obra qualificada”, afirmou o CEO da Electrolux na América Latina, Leandro Jasiocha.
Expansão futura
A empresa planeja ampliar o portfólio nos próximos dois anos. Quando a expansão estiver concluída, a fábrica terá capacidade instalada para produzir mais de 5 milhões de itens por ano.
A prefeita de São José dos Pinhais, Nina Singer, destacou o impacto econômico: “Em poucos anos, a Electrolux deve se tornar a segunda maior fonte de arrecadação municipal, como já ocorreu com a chegada das montadoras”.
Atualmente, 90% dos funcionários contratados vivem em São José dos Pinhais e Fazenda Rio Grande, reforçando o impacto local do investimento.
Compromisso ambiental
A unidade foi inaugurada com a meta de ser 100% sustentável, em linha com o compromisso global da empresa de zerar emissões de carbono até 2033. Toda a energia consumida virá de fontes renováveis, e a frota interna será composta apenas por veículos elétricos.
Nenhum resíduo será enviado para aterros, e até mesmo a cozinha, que atende cerca de 400 refeições diárias, funcionará apenas com equipamentos elétricos.
A fábrica também adota:
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tecnologia de solda de baixo carbono;
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economia de 83% no consumo de água potável, com redução anual de 2,6 milhões de litros;
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iluminação natural no projeto arquitetônico, diminuindo uso de energia artificial.

