A Polícia Científica do Paraná iniciou nesta terça-feira (5) sua participação na Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, segue até 15 de agosto.
O objetivo é incentivar familiares de desaparecidos a doarem material genético. As amostras coletadas serão comparadas com perfis de pessoas falecidas não identificadas ou de indivíduos vivos sem identificação formal, por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos.
No Paraná, todas as unidades da Polícia Científica estarão habilitadas para realizar as coletas. Para participar, é necessário apresentar um boletim de ocorrência de desaparecimento, de qualquer estado, e documentos pessoais.
A campanha faz parte de um esforço nacional para ampliar as chances de localização de pessoas desaparecidas. Segundo o diretor da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki, a participação das famílias é essencial e pode ser decisiva em casos pendentes há anos.
Em 2024, a campanha resultou em 35 identificações em todo o país, incluindo dois casos no Paraná. A iniciativa é realizada em parceria com laboratórios de genética forense, delegacias e órgãos estaduais.
Ainda neste mês, entre os dias 25 e 28 de agosto, a Polícia Científica do Paraná sediará, em Curitiba, um encontro nacional sobre a política de busca de pessoas desaparecidas, durante o InterForensics 2025, principal congresso de ciências forenses da América Latina.

