Julho de 2025 foi marcado por temperaturas abaixo da média e baixos volumes de chuva no Paraná, segundo dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). Apenas oito das 49 estações meteorológicas registraram chuvas acima ou dentro da média para o mês: Altônia, Capanema, Cascavel, Foz do Iguaçu, Loanda, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu e Toledo.
Toledo foi a cidade com maior volume registrado: 101,6 mm, superando a média histórica de 86,5 mm. Em contrapartida, Telêmaco Borba teve apenas 11,8 mm de chuva, 82,7 mm a menos que a média esperada. Em julho de 2024, a situação era oposta, com 34 estações ultrapassando os 80 mm e oito delas acima de 200 mm.
Segundo o meteorologista Reinaldo Kneib, o cenário seco foi provocado por um bloqueio atmosférico que impediu a chegada de frentes frias ao Estado. Já em 2024, essas frentes frias avançaram com maior frequência, resultando em mais chuvas.
Temperaturas abaixo da média
Todas as 49 estações do Simepar registraram temperaturas médias dentro ou abaixo do esperado para julho. Cidades como Cerro Azul, Cornélio Procópio, Palotina, Santo Antônio da Platina e Cruzeiro do Iguaçu tiveram temperaturas entre 2°C e 3°C abaixo da média.
As menores temperaturas mínimas foram no dia 1º, em Palmas: -2,3°C no distrito de Horizonte e -1,1°C no centro. No dia 30, Ponta Grossa registrou -0,1°C. Pelo INMET, destacam-se os registros de -1,8°C em Clevelândia, -3,4°C em General Carneiro e -1,4°C em São Mateus do Sul.
Entre os menores valores médios estão Entre Rios (Guarapuava) com 11,6°C, Fazenda Rio Grande (11,3°C), Irati (11,8°C), Lapa (11,6°C), Palmas (11,2°C) e União da Vitória (11,5°C).
Em Curitiba, houve destaque com 83 horas seguidas com temperaturas abaixo de 10°C no início do mês. No dia 2, a capital teve a segunda menor temperatura máxima (6,9°C) desde a instalação da estação meteorológica do Simepar em 1997. Segundo Kneib, o frio persistente foi intensificado pela ausência de chuvas e o avanço de massas de ar polar.

