Um dos casos policiais mais marcantes da última década em Ivaiporã volta aos holofotes nesta sexta-feira, 25 de julho de 2025, com o julgamento de Alan Rodrigues de Oliveira, acusado de tentativa de homicídio contra Daniel Costa. O crime aconteceu em 7 de outubro de 2015, nas proximidades do Mercado Chambó, na Rua Ceará, e ganhou repercussão estadual na época.
Crime com desdobramentos complexos
Segundo o relato da vítima, Daniel Costa, ele foi alvo de dois disparos de arma de fogo, mas conseguiu escapar e pedir socorro. Com base na sua descrição, a Polícia Militar iniciou buscas e localizou um veículo VW Bora, que desobedeceu à ordem de parada e fugiu por uma estrada rural. Durante a perseguição, o condutor teria atirado contra a viatura, provocando revide por parte dos policiais. O carro foi interceptado cerca de 15 km depois, na região do Alecrim. O motorista foi identificado como Alan Rodrigues de Oliveira, então com 25 anos. Dentro do veículo, foram encontrados um coldre de arma e porções de maconha.
As investigações apontaram que Daniel teria prestado serviços de construção para o pai de Alan em um barracão supostamente utilizado para descarregar mercadorias contrabandeadas do Paraguai. Um desentendimento relacionado à obra teria dado início a ameaças, incluindo ligações anônimas. O nome de um policial militar chegou a ser citado na denúncia como possível envolvido em uma tentativa de atrair a vítima para um acerto de contas.
Defesa nega envolvimento
Alan será julgado por tentativa de homicídio qualificado. Sua defesa é liderada pelo advogado Dr. Jackson Bahls, que afirma ter plena confiança na inocência do réu. “A acusação é baseada em circunstâncias frágeis, sem provas diretas, e será desmontada em plenário. Vamos mostrar que há muito mais nesse caso do que parece, e que Alan não deve ser responsabilizado por esse crime”, declarou ao Blog do Berimbau.
Alto interesse público
O julgamento acontece no Fórum da Comarca de Ivaiporã e deve atrair familiares, autoridades e a comunidade local, interessados em um desfecho para o caso que há anos levanta questionamentos na cidade. Ao final, caberá aos jurados decidir se Alan Rodrigues de Oliveira é culpado ou inocente da acusação que carrega há quase 10 anos.

