Os Estados Unidos atacaram três instalações nucleares no Irã na noite deste sábado (21), marcando a entrada oficial do país no conflito entre Israel e Irã. O presidente Donald Trump confirmou os bombardeios e afirmou que foram ações de “alta precisão”, alertando que o Irã agora tem duas opções: “ou haverá paz ou tragédia”.
As autoridades iranianas confirmaram os ataques, enquanto a emissora estatal declarou que cidadãos e militares americanos na região passam a ser considerados alvos.
Ataques confirmados
Os alvos dos bombardeios foram as instalações nucleares de Fordow, Natanz e Esfahan. Segundo Trump, a operação foi concluída com sucesso por volta das 20h50 (horário de Brasília). Mais tarde, às 21h13, ele afirmou: “Fordow, se foi”, sinalizando que a principal instalação protegida por uma montanha teria sido destruída.
De acordo com informações da agência Reuters, os EUA usaram bombardeiros B-2 Spirit, com capacidade para lançar armamentos pesados. Foram utilizadas seis bombas de penetração em Fordow, e aproximadamente 30 mísseis Tomahawk atingiram os outros dois alvos.
Reações e ameaças
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ação americana “mudará a história”. A emissora estatal israelense Kan afirmou que os ataques foram coordenados entre Washington e Tel Aviv.
Em resposta, o governo iraniano prometeu retaliação. Segundo a TV estatal, qualquer cidadão ou militar americano na região poderá ser atacado. Essa é a primeira vez desde 1979 que os Estados Unidos bombardeiam diretamente o território iraniano, conforme ressaltou o analista Guga Chacra.
Contexto do conflito
A ofensiva ocorre após uma semana de intensos combates entre Israel e Irã, com mísseis disparados contra cidades como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém, e ataques israelenses a alvos nucleares iranianos.
Em fevereiro, Trump havia retomado a política de “pressão máxima” contra o Irã, exigindo um novo acordo nuclear. Recentemente, afirmou publicamente que sabia onde o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, estava escondido, mas que “não o mataria por enquanto”.
Impacto internacional
O secretário-geral da ONU alertou para “consequências catastróficas” com a escalada do conflito. Especialistas ouvidos por veículos internacionais destacam que a entrada dos EUA pode colocar ainda mais pressão sobre o Irã e desequilibrar a região.
Priscila Caneparo, doutora em Direito Internacional, afirmou que os EUA são “os únicos com capacidade de neutralizar o programa nuclear iraniano”, diferentemente de Israel, que tem enfrentado dificuldades em atingir estruturas subterrâneas fortificadas como Fordow.
A situação segue em rápido desenvolvimento e preocupa lideranças globais diante da possibilidade de um conflito ainda mais amplo no Oriente Médio.

