Ruan dos Santos Martins, de 27 anos, suspeito de matar a companheira Isabele Raiane de Bonfim, de 17 anos, que estava grávida de oito meses, se entregou à Polícia Civil do Paraná (PC-PR) nesta quarta-feira (18), em Curitiba. O crime, registrado como feminicídio, ocorreu no último dia 6, na zona rural de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana da capital.
Segundo o delegado Gabriel Fontana, responsável pelo caso, o suspeito estava foragido e escondido em uma casa no interior do município. Em depoimento informal, Ruan afirmou que decidiu se entregar após perceber que a polícia estava se aproximando e por não ter mais acesso ao seu meio de transporte: um cavalo. Ao ser ouvido oficialmente, ele permaneceu em silêncio.
Histórico de violência e identidade falsa
Durante a investigação, a polícia descobriu que Ruan usava um nome falso — se apresentava como “Gabriel” — e era foragido da Justiça por um triplo homicídio ocorrido em maio de 2023, em Reserva, na região dos Campos Gerais. Na época, ele teria matado a sogra, o cunhado e um primo.
O delegado afirmou que, ao longo da apuração do feminicídio, surgiram informações de que o suspeito era semelhante ao autor do crime ocorrido em Reserva. Um laudo de compatibilidade fotográfica confirmou que se tratava da mesma pessoa.
Conforme relato do advogado Jean Campos, que representa a família de Isabele, Ruan tinha um comportamento recluso, evitava fotos e escondia informações sobre sua vida pessoal. Essa postura chamou a atenção de parentes da vítima, que confirmaram à polícia que ele nunca mostrou documentos nem revelou seu nome completo.
Crime motivado por ciúmes
Isabele foi assassinada com um tiro na nuca. Segundo a polícia, familiares relataram que o relacionamento era conturbado e marcado por brigas constantes. Ruan teria demonstrado desconfiança em relação à paternidade do bebê, o que teria motivado o crime.
A adolescente e o bebê não resistiram ao ferimento. A Polícia Civil trata o caso como feminicídio, agravado pelo fato de a vítima estar grávida.
O advogado da família de Isabele destacou, em nota, que confia na Justiça para que o suspeito responda por todos os crimes cometidos. Já a defesa de Ruan informou que não irá se manifestar sobre a entrega do suspeito.
O caso segue em investigação pela Delegacia de Rio Branco do Sul.

