A mulher suspeita de assassinar os próprios filhos, uma menina de aproximadamente um ano e um menino de cinco anos, foi presa na tarde desta quarta-feira (4), em um pesque-pague na zona rural de Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná. Segundo a Polícia Civil, ela confessou informalmente o crime e relatou que as crianças foram mortas por asfixia em Arapongas, cidade onde a família morava, antes de serem levadas ao local em que os corpos foram encontrados.
As vítimas foram localizadas no início da manhã, dentro de um carro nas proximidades da ponte sobre o Rio das Cinzas, na região entre Itambaracá e Bandeirantes. A mãe estava desaparecida desde as primeiras horas do dia, o que mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros em buscas pelo rio. Inicialmente, havia a suspeita de que ela tivesse atentado contra a própria vida.
De acordo com o delegado Denner Roque, a prisão ocorreu após moradores acionarem as autoridades e informarem que a mulher estaria em um estabelecimento rural de Itambaracá.
Ao ser localizada, ela relatou aos policiais que teria cometido os assassinatos em Arapongas, utilizando asfixia, e depois transportado os corpos até a região onde seriam encontrados por familiares.
A suspeita também confirmou que havia pulado da ponte. Segundo a versão apresentada por ela, a correnteza a levou até as margens do rio, onde conseguiu sobreviver.
Investigação apura motivação do crime
Antes de ser encontrada, a mulher teria enviado mensagens de voz a terceiros anunciando o que pretendia fazer com as crianças. Os áudios foram recolhidos e serão submetidos à análise dos investigadores.
Informações preliminares apontam que os pais das vítimas enfrentavam uma disputa judicial pela guarda dos filhos. O pai das crianças possui familiares na região onde o veículo foi abandonado. A possível relação desse conflito com o crime será apurada pela Polícia Civil.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passarão por exames para confirmar a causa das mortes.
A mulher foi autuada em flagrante. Conforme o delegado, a Polícia Civil reuniu elementos sobre a autoria e a materialidade do crime durante as diligências e representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
O caso seguirá sob investigação, e as provas reunidas deverão subsidiar eventual ação penal a ser apresentada pelo Ministério Público.



