O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou, no início da noite desta terça-feira (3), que um tornado de categoria F2 atingiu Maringá durante a madrugada de segunda-feira (2). A conclusão foi apresentada em uma coletiva de imprensa e aponta o fenômeno como responsável pelo rastro de destruição que levou a prefeitura a decretar estado de calamidade pública.
De acordo com os especialistas, a classificação F2 na Escala Fujita indica que os ventos no interior do tornado atingiram velocidades estimadas entre 180 km/h e 253 km/h.
Para chegar a essa conclusão, o Simepar realizou levantamentos em campo e analisou imagens de radar e satélite, além de mapeamentos feitos com drones. A avaliação técnica levou em consideração o padrão de destruição, a resistência das estruturas atingidas e a rotação dos ventos.
As estações meteorológicas da região registraram rajadas menores, entre 81 km/h e 96,8 km/h. Segundo os especialistas, porém, essas medições pontuais não representam necessariamente a intensidade dos ventos no interior do tornado.
A passagem do fenômeno provocou danos em diferentes pontos do município. Conforme o balanço oficial da prefeitura, foram contabilizadas 363 quedas de árvores sobre ruas, veículos e postes.
Entre as estruturas atingidas estão o quartel do Corpo de Bombeiros, que teve parte da cobertura destruída, e empresas instaladas no Parque das Indústrias. No local, barracões perderam telhados e tiveram partes de suas estruturas metálicas arrancadas pela força dos ventos.
Outro impacto significativo ocorreu na rede de distribuição de energia elétrica. A queda de postes e o rompimento de cabos deixaram mais de 80 mil pessoas sem fornecimento de energia.
Para restabelecer o serviço, a Copel mobilizou equipes de diferentes regiões do Paraná, que trabalharam de forma ininterrupta na substituição de estruturas e no reparo da rede elétrica em Maringá.



