Os candidatos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos neste domingo (4) para representar o Paraná no Senado Federal. Com 100% das seções eleitorais apuradas, Filipe Barros terminou na primeira colocação, com 3.127.821 votos, correspondentes a 27,31% dos votos válidos. Deltan conquistou a segunda vaga ao receber 2.885.230 votos, ou 25,19%.
Na terceira colocação ficou Alexandre Curi (Republicanos), com 1.921.748 votos (16,78%), seguido por Gleisi (PT), que alcançou 1.527.405 votos (13,33%). Como em 2026 o Paraná renovou duas das três cadeiras do Senado, os dois candidatos mais votados conquistaram mandatos de oito anos, que começam em 1º de fevereiro de 2027 e seguem até 31 de janeiro de 2035.
Filipe Barros, de 35 anos, é advogado e deputado federal pelo Paraná desde 2019. Natural de Londrina, iniciou sua trajetória eleitoral como vereador do município, mandato que exerceu antes de chegar à Câmara dos Deputados. Segundo a Agência Senado, quando assumir o cargo em fevereiro, Barros será o senador mais jovem do país desde 1903.
Deltan Dallagnol, de 46 anos, foi procurador da República entre 2003 e 2021 e ganhou projeção nacional ao coordenar a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Eleito deputado federal em 2022, perdeu o mandato em 2023 após decisão da Justiça Eleitoral. Na eleição deste domingo, Deltan concorreu com o registro na situação de “deferido com recurso”: uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu o indeferimento determinado na véspera e autorizou a contabilização dos votos, ficando a validade definitiva da candidatura condicionada ao julgamento do plenário do TSE.
Com o resultado das urnas, Filipe Barros e Deltan Dallagnol representarão o Paraná no Senado a partir de 2027, ambos exercendo pela primeira vez um mandato de senador.

