O motoboy Reginaldo Aparecido Francisco, de 39 anos, conhecido como “Bikudo”, foi sepultado na tarde desta quinta-feira (24), no Cemitério Parque de Maringá, no Norte do Paraná. Ele morreu na noite de terça-feira (22), após ser atingido frontalmente por um carro enquanto trabalhava na Avenida Prefeito Sincler Sambatti, no Contorno Sul da cidade.
O sepultamento foi marcado por forte comoção e reuniu centenas de familiares, amigos e colegas de profissão, que prestaram as últimas homenagens ao motociclista.
Reginaldo seguia de motocicleta pelo Contorno Sul, no sentido a Sarandi, quando foi atingido por um automóvel que trafegava no sentido contrário. Chovia bastante no momento do acidente.
Segundo relatos de testemunhas, a motorista do carro teria perdido o controle da direção, subido no canteiro central e invadido a pista contrária, onde ocorreu a colisão frontal com a motocicleta de Reginaldo.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da batida. Com o impacto, o motoboy foi arremessado e sofreu ferimentos gravíssimos.
Um casal que passava pelo local prestou os primeiros socorros. Uma pessoa com formação técnica em enfermagem iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada das equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços, Reginaldo não resistiu e morreu no local.
A motorista realizou o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool. Ela prestou depoimento na delegacia e foi liberada. O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).
Enquanto as equipes de emergência tentavam reanimar Reginaldo, amigos, colegas de trabalho e outros motociclistas chegaram ao local e fizeram uma corrente de oração na esperança de que ele sobrevivesse. A mãe e a noiva também estiveram no Contorno Sul e ficaram abaladas com a confirmação da morte.
Casamento estava marcado para outubro
Reginaldo estava com o casamento marcado para o dia 10 de outubro. Os preparativos para a cerimônia estavam praticamente concluídos, e ele havia comprado uma casa em Paiçandu, onde pretendia morar com a futura esposa, Carla Eduarda da Silva.
A noiva contou que os dois escolheriam as flores e a roupa do casamento durante aquela semana. Com a morte de Reginaldo, ela precisou escolher os itens para o velório.
Na quarta-feira (23), um dia após o acidente, centenas de motoboys, familiares e amigos participaram de uma manifestação em frente ao posto de combustíveis onde ocorreu a colisão, na Avenida Prefeito Sincler Sambatti, no Jardim Bertioga.
Dezenas de motocicletas foram levadas ao local em uma mobilização que serviu como homenagem a Reginaldo e também como protesto por mais segurança no trânsito.
Reginaldo trabalhava como entregador no Polaco Lanches, no Jardim Sol Nascente, em Maringá, e também realizava entregas de marmitas durante o horário do almoço.
O corpo foi velado na Capela Funerária Prever Central e posteriormente levado ao Cemitério Parque de Maringá para o sepultamento.
As flores que seriam utilizadas na cerimônia de casamento acompanharam Reginaldo em sua despedida.

