Um morador de Apucarana sofreu queimaduras em mais de 70% do corpo após um princípio de incêndio provocado pelo uso de um celular conectado ao carregador na tomada, na noite desta segunda-feira (17).
A vítima sofreu queimaduras de segundo grau e foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Inicialmente, o homem foi encaminhado ao Hospital da Providência e, após avaliação médica, transferido por uma equipe avançada do Samu para o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário (HU) de Londrina.
O incêndio ocorreu no quarto da residência, localizada na Rua Manoel Bernardo dos Reis. A situação foi percebida rapidamente por um vizinho, o segurança Francisco Marcílio Batista, que estava no quintal de casa quando viu as chamas e ouviu os pedidos de socorro.
Vizinho ajudou a controlar as chamas
Francisco contou que percebeu o fogo pela janela do imóvel e viu o morador tentando retirar a camisa, que também havia sido atingida pelas chamas.
“Na verdade, foi um baita de um susto. Eu tinha saído no quintal de casa para olhar um equipamento que eu tinha deixado para teste. Logo em seguida eu vi a labareda de fogo na janela dele e ele pedindo socorro”, relatou.
O segurança pegou uma mangueira e iniciou o combate às chamas. Segundo ele, o fogo ficou concentrado principalmente na cama e em parte do quarto.
“Não chegou nem a pegar o forro, que era de madeira. Se pega para cima, tinha sido pior a situação”, afirmou.
Bombeiros confirmaram ação rápida
O Corpo de Bombeiros foi acionado e deslocou dois caminhões Auto Bomba Tanque e Resgate (ABTR) para atender a ocorrência. Quando as equipes chegaram, porém, o incêndio já estava praticamente controlado.
O soldado Jefferson, que participou do atendimento, destacou a atuação do vizinho para retirar a vítima da situação de risco.
“Quando chegamos aqui, o vizinho tinha pulado a janela e acabou intervindo com sucesso, graças a Deus”, explicou.
De acordo com o bombeiro, a vítima apresentava queimaduras de segundo grau, principalmente na região do tórax e dos membros superiores, mas não havia sinais de intoxicação por fumaça.
As equipes também realizaram uma vistoria no imóvel para verificar possíveis riscos e garantir que as chamas não voltassem a se espalhar.
O estado de saúde atualizado do homem, que foi transferido para atendimento especializado em Londrina, não havia sido divulgado até o fechamento desta reportagem.

