Uma denúncia envolvendo uma campanha de arrecadação realizada em Cambira, por meio de uma plataforma de financiamento coletivo e também por transferências via Pix, está sendo investigada pela Polícia Civil.
Segundo informações recebidas pela reportagem, há suspeitas de possíveis irregularidades em uma campanha destinada ao tratamento de um morador que teria enfrentado uma grave doença.
Os denunciantes afirmam que a ação beneficente teria arrecadado mais de R$ 100 mil em doações e levantaram questionamentos sobre a necessidade da continuidade dos pedidos de ajuda financeira.
Em contato com a 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, o delegado-chefe Marcus Felipe da Rocha Rodrigues confirmou que a denúncia foi registrada e está sendo apurada por meio de inquérito policial.
De acordo com o delegado Victor Hugo, responsável pela investigação, pessoas estão sendo ouvidas e diversas informações ainda estão sendo levantadas para o esclarecimento dos fatos. Ele ressaltou que as diligências seguem em andamento e que, neste momento, ainda não há manifestação sobre a veracidade das denúncias, o que deverá ocorrer após a conclusão do inquérito.
A reportagem também conversou com Maria José, apontada como responsável pela campanha. Inicialmente, ela foi procurada como se o contato fosse de uma pessoa interessada em realizar uma doação. Na ocasião, informou que não havia mais necessidade de contribuições, pois o problema já estaria resolvido.
Posteriormente, em conversa telefônica, Maria José confirmou ter conhecimento da denúncia, mas disse desconhecer quem a realizou. Ela relatou que o filho realmente enfrentou uma doença grave há cerca de quatro anos e que a família passou por dificuldades durante o período.
Questionada sobre a possibilidade de ter sido orientada ou induzida por terceiros a promover a campanha, negou qualquer irregularidade e afirmou acreditar que tudo foi feito em razão das dificuldades enfrentadas pela família. Maria José também declarou que se considera inocente e aguarda a conclusão das investigações.
A Polícia Civil segue apurando o caso e, até o momento, não há conclusão oficial sobre eventual prática criminosa. Conforme prevê a legislação brasileira, todos os envolvidos devem ser considerados inocentes até que haja comprovação em contrário.



