A abertura de uma estrada rural paralela à BR-376, em Marialva, gerou repercussão e colocou em lados opostos a administração municipal e a concessionária responsável pelo trecho.
O caso envolve suspeitas de irregularidades, além de discussões sobre mobilidade de moradores e possíveis impactos no sistema de pedágio.
Via foi aberta com maquinário público
O caminho foi aberto recentemente com uso de máquinas da prefeitura e recebeu cascalhamento para permitir o tráfego. A justificativa seria garantir o acesso de moradores da zona rural à cidade, principalmente após a instalação de pórticos de cobrança, que teriam dificultado o deslocamento sem o pagamento de tarifa.
A estrada liga propriedades rurais à Estrada Keller e passou a ser utilizada como alternativa por famílias que dependem da rodovia para atividades como transporte escolar, acesso a serviços e escoamento da produção agrícola.
Concessionária questiona legalidade
A concessionária EPR Paraná afirma que há indícios de que a via foi aberta dentro da faixa de domínio da rodovia, área pertencente à União e sob responsabilidade da empresa durante o período de concessão.
Segundo a empresa, a criação de rotas alternativas para evitar o pedágio pode comprometer a segurança viária e o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Em nota, a concessionária destacou que desvios considerados irregulares podem desorganizar o sistema viário e afetar investimentos previstos.
A empresa informou ainda que acompanha o caso junto às autoridades e deve adotar medidas para garantir a regularidade da concessão, incluindo a possibilidade de fechamento do acesso.
Prefeitura não se manifestou
Até o momento, a prefeitura de Marialva não se pronunciou oficialmente sobre a situação. Apesar disso, parte da população vê a estrada como uma solução emergencial para reduzir os impactos da cobrança de pedágio na rotina dos moradores da região.

