Uma mulher de 32 anos é investigada por aplicar golpes ao oferecer falsas vagas de emprego e utilizar dados das vítimas para realizar empréstimos e financiamentos em nome delas. Segundo a Polícia Civil, a suspeita prometia salários superiores a R$ 5,8 mil para atrair candidatos.
Andressa Leal de Souza é apontada como responsável por pelo menos cinco casos registrados em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. De acordo com o delegado Gabriel Munhoz, os crimes ocorreram em janeiro de 2026.
No início do mês seguinte, a mulher foi presa em flagrante enquanto aplicava o mesmo golpe em Guarapuava, município localizado a cerca de 160 quilômetros de distância.
Falsas entrevistas simulavam processos seletivos
Entre as vagas anunciadas estavam supostas oportunidades para enfermeira particular e motorista executivo. Além do salário, a investigada prometia benefícios como vale-alimentação, plano de saúde e plano odontológico.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita se apresentava com o nome falso de “Priscila de Almeida” e dizia atuar como psicóloga de uma empresa de recursos humanos.
As entrevistas eram marcadas em espaços de coworking, onde a mulher simulava processos seletivos completos, com aplicação de provas e questionários. Durante o procedimento, ela fotografava documentos originais e o rosto das vítimas, alegando que realizaria um processo de reconhecimento facial.
Dados eram usados para fraudes financeiras
De posse das informações pessoais e da biometria facial, a suspeita realizava abertura de contas bancárias, contratação de empréstimos e financiamentos de veículos de luxo em nome das vítimas, sem que elas soubessem.
A investigada é natural de Curitiba e permanece detida na região de Guarapuava. Agora, também foi indiciada por novos crimes de estelionato relacionados aos casos registrados em Ponta Grossa.
Segundo o delegado, somadas as penas pelos crimes investigados, a condenação pode chegar a até 20 anos de reclusão.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas que tenham passado por situações semelhantes procurem a delegacia para registrar boletim de ocorrência.
A defesa da suspeita informou que acompanha o andamento das investigações e deverá se manifestar durante o processo judicial. Os espaços de coworking utilizados nas falsas entrevistas, conforme a polícia, não tinham conhecimento do golpe e também são considerados vítimas.

