Em um intervalo de nove dias, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) registrou quatro ocorrências de nuvem funil em diferentes regiões do Estado. Os episódios foram observados em Ponta Grossa, Paulo Frontin, São Jorge do Ivaí e Arapongas.
Segundo o Simepar, a nuvem funil é caracterizada por uma coluna de ar em rotação que se forma a partir da base de nuvens do tipo Cumulonimbus ou Cumulus. Ela representa o estágio inicial de um tornado, mas só recebe essa classificação caso toque o solo e provoque ventos intensos.
De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, essas formações são mais comuns na primavera e no verão, quando há combinação de calor, umidade e instabilidade atmosférica. Em alguns casos, tempestades podem evoluir para supercélulas, sistemas de grande desenvolvimento vertical que favorecem a formação de mesociclones e, consequentemente, da nuvem funil.
O Simepar esclarece que a nuvem funil, quando não toca o solo, não representa risco direto à população, oferecendo perigo apenas para a aviação. Ainda assim, a orientação é que, ao avistar o fenômeno, as pessoas busquem abrigo em locais seguros de alvenaria.
A Defesa Civil emite alertas sempre que há previsão de tempestades severas. Para receber os avisos, a população pode cadastrar o CEP por meio de mensagem de texto enviada ao número 40199.

