Trinta dias após os primeiros registros de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas, autoridades de saúde e segurança intensificaram as ações de combate e monitoramento. A investigação confirmou que a contaminação teve origem em bebidas falsificadas produzidas com álcool combustível adulterado.
Até o último boletim, divulgado na sexta-feira (24), foram confirmados 58 casos de intoxicação e 15 mortes — nove em São Paulo, seis no Paraná e seis em Pernambuco. Outros nove óbitos permanecem em investigação.
O governo federal criou um comitê de crise para coordenar medidas emergenciais, como o envio de antídotos e reforço em hospitais-pólo. Pesquisadores também desenvolveram um “nariz eletrônico”, tecnologia criada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), capaz de identificar metanol em bebidas com apenas uma gota de amostra.
Enquanto isso, uma CPI será instaurada em São Paulo e a Câmara dos Deputados deve votar o projeto que torna crime hediondo a adulteração de alimentos e bebidas.

