A solidariedade das famílias paranaenses que autorizaram a doação de órgãos possibilitou a realização de 24 transplantes pediátricos entre janeiro e setembro deste ano. As cirurgias beneficiaram crianças e adolescentes de até 17 anos que aguardavam por coração, fígado ou rins.
Entre as histórias de superação está a de Vicente Sgarbossa Medeiros, que aos 10 meses de idade recebeu um novo coração após cinco meses internado no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Diagnosticado com miocardiopatia dilatada, Vicente sobreviveu graças ao gesto de uma família doadora.
“É como esperar por algo que vai salvar a vida do seu filho, sem saber quando vai acontecer”, relatou a mãe, Raquel Sgarbossa.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Paraná mantém uma das melhores estruturas logísticas do país, com 22 veículos e 12 aeronaves dedicados ao transporte de órgãos. O Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR), coordenado pela Central Estadual de Transplantes (CET/PR), organiza e fiscaliza todas as etapas do processo.
Em 2024, o Estado foi o segundo no país em transplantes de coração pediátricos e se manteve entre os cinco primeiros nas categorias de fígado e rim. Atualmente, 67 crianças e adolescentes aguardam por um transplante no Paraná.

